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Resident Evil Requiem: O Incrível Port do Switch 2!

  • Foto do escritor: Universo Big N
    Universo Big N
  • 6 de mar.
  • 5 min de leitura

Quando Resident Evil 9, também chamado de Resident Evil Requiem, foi anunciado, eu torcia bastante para que a Capcom também revelasse uma versão para o Nintendo Switch 2. Eu tenho um PC capaz de rodar o jogo, porém decidi que em 2026 vou focar apenas no Switch 2 — não só pelos excelentes exclusivos da Nintendo, mas também pelas third parties que estão trazendo seus jogos para o console.

Por isso, fiquei muito feliz ao assistir à Nintendo Direct focada em parceiros, quando a Capcom confirmou oficialmente que Resident Evil Requiem chegaria ao Switch 2, junto com Resident Evil 7 e Resident Evil Village. Naquele momento eu já tinha decidido: jogaria Resident Evil 9 no console da Nintendo.

Dito isso, hoje trago uma análise completa da minha experiência. Já finalizei o jogo, então a análise contém spoilers, mas eles aparecerão apenas na parte em que comento a história.


Gráficos

Vamos começar pelo ponto que provavelmente está deixando muita gente curiosa: os gráficos no Switch 2 deixam a desejar?

A resposta é não.

É claro que algumas pessoas ficaram incomodadas com a questão do cabelo dos personagens. Não está totalmente claro se isso foi uma decisão para reduzir o tamanho do jogo na versão do Switch 2 — que ocupa cerca de 27 GB, enquanto em outras plataformas, como o PS5, chega a 72 GB.

Obviamente não seria apenas o cabelo responsável por essa diferença. É bem provável que a Capcom tenha utilizado algum tipo de compressão mais agressiva, ou outras otimizações técnicas.

Mas, sendo bem sincero: durante o gameplay isso não incomoda tanto quanto parece em comparações de imagem. Os personagens continuam muito bem modelados.

Na verdade, o que mais me impressionou foi o quanto o jogo é bonito no Switch 2. Em vários momentos eu me peguei simplesmente admirando os cenários e os detalhes do ambiente.

O jogo roda a 60 FPS praticamente o tempo todo e utiliza DLSS. A resolução base parece ser 540p, que é escalonada para 1080p, mas na prática isso quase não é perceptível. A imagem final parece muito próxima de um 1080p nativo.

Entre iluminação, modelagem dos personagens, efeitos e cenários detalhados, o resultado final é um port extremamente competente.

Sinceramente, a Capcom fez um trabalho tão bom que esse port merecia até um prêmio.

Porém, nem tudo são flores, infelizmente temos alguns problemas de quedas de fps em alguns momentos, possivelmente a Capcom deve lançar algum update que corrija isso, já que maior parte do jogo não tem quedas de fps, vamos aguardar para ver.

Prints tirados diretamente do Switch 2
Prints tirados diretamente do Switch 2

Gameplay

Aqui foi onde o jogo realmente me surpreendeu.

Eu nunca imaginei que conseguiriam trazer mais ação para Resident Evil e ainda fazer isso funcionar tão bem. E sim, estou falando principalmente das partes com Leon.

Não me entendam mal: eu nunca fui muito fã de Resident Evil 5 e Resident Evil 6, justamente porque senti que a franquia tinha perdido o foco no terror. Até mesmo Resident Evil 4, apesar de excelente, começou a me dar essa sensação.

Eu sempre preferi quando a série puxa mais para o horror.

Mas em Resident Evil Requiem a Capcom conseguiu algo muito interessante: equilibrar perfeitamente ação e terror.


Jogando com Grace

Quando você joga com Grace, o jogo assume um clima muito mais tenso.

Ela é uma personagem inexperiente, que nunca lidou com uma BOW (Bio-Organic Weapon) antes. É uma mulher aparentemente frágil, mas também muito corajosa — afinal, ela decide investigar tudo sozinha.

Com Grace, o jogo incentiva muito mais:

  • Stealth

  • Evitar confrontos

  • Economizar munição

  • Evitar fazer barulho

  • Se esconder sempre que possível

Aliás, o sistema de som ficou muito interessante.

Os zumbis agora demonstram certa personalidade e reagem ao ambiente. Alguns exemplos curiosos:

  • Um zumbi que fica cantando sozinho

  • Outro segurando uma bolsa de sangue

  • Um que fica ligando e desligando a luz

  • Uma zumbi faxineira obcecada por limpeza

Com Grace, você vai querer evitar esses inimigos a todo custo.

Outro detalhe interessante é que você pode coletar sangue dos zumbis para fabricar uma seringa especial. Quando injetada, ela faz o inimigo explodir, e o sangue coletado também pode ser usado para criar balas e outros recursos.


Jogando com Leon

Quando o jogo muda para Leon, a experiência muda completamente.

Aqui você não sente o mesmo medo.

Leon é um veterano, alguém que já enfrentou inúmeras BOWs ao longo da série.

Isso se reflete no gameplay:

  • Recursos mais abundantes

  • Combate mais direto

  • Leon é mais ágil e resistente

  • Uso de armas corpo a corpo

Ele possui até uma machadinha permanente para enfrentar inimigos, e em certos momentos pode usar uma serra elétrica contra hordas de zumbis.

Apesar de a ação ser maior, não chega perto do exagero visto em Resident Evil 5 e 6.

A Capcom encontrou um equilíbrio muito bom entre os dois estilos.



Trilha Sonora

A trilha sonora também merece destaque.

Ela consegue trazer toda a tensão de um jogo de terror, especialmente durante as partes com Grace.

Ao mesmo tempo, a música acompanha muito bem os momentos de ação quando jogamos com Leon.

E para os fãs antigos da série, há algumas surpresas nostálgicas, principalmente durante as partes ambientadas em Raccoon City.

É um daqueles casos em que a trilha sonora não chama atenção o tempo todo, mas funciona perfeitamente para criar atmosfera.


História (Spoilers)

A história de Resident Evil Requiem consegue ser, na minha opinião, ainda melhor do que a de Resident Evil 7 e Resident Evil Village.

Ela é cheia de reviravoltas, mas tudo é bem escrito e com plot twists inesperados.

Um dos elementos mais surpreendentes é o fato de que Oswell Spencer, um dos grandes responsáveis por tudo que aconteceu em Raccoon City, aparentemente buscava algum tipo de redenção.

Enquanto isso, Grace tenta entender o motivo da morte de sua mãe. Durante essa busca, ela descobre que existe algo especial nela.

Paralelamente, Leon precisa lidar com um problema preocupante: um vírus derivado do T-Virus parece estar adormecido dentro dele — e também dentro de Sherry Birkin, que o auxilia em sua busca por Grace.

Em determinado momento, Leon encontra Grace e consegue salvá-la, mas depois os dois acabam separados.

Durante sua jornada sozinha, Grace conhece Emily, uma garota cega que aparentemente foi usada como cobaia em experimentos conduzidos por Victor Gideon.

A partir daí a história continua se desenvolvendo com várias revelações importantes — mas acho que não vale a pena entregar tudo aqui.

Essa é uma narrativa que vale a pena descobrir jogando.


Veredito Final

Essa foi minha experiência com Resident Evil Requiem no Switch 2.

Na parte da história eu preferi resumir mais, porque para mim jogos não são apenas narrativa — eles são, acima de tudo, gameplay. Algo que sinto que muitos títulos modernos têm deixado um pouco de lado.

Talvez seja por isso que eu gosto tanto da Nintendo, que ainda mantém muito essa essência — e também de empresas como a Capcom, que continuam priorizando a experiência de jogar.

Nota final: 9.5/10

Eu só não dou nota máxima porque existe uma parte específica do jogo que achei um pouco arrastada.

Mas essa… eu deixo para você descobrir jogando.

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