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Análise do Switch 2 Depois de 3 Messes!

Foto do escritor: Universo Big N
Universo Big N
11 de abr.
4 min de leitura

Desde o anúncio do Nintendo Switch 2, em 2025, fiquei extremamente empolgado para adquirir o console. No entanto, por questões financeiras, não consegui comprá-lo no lançamento. Felizmente, em janeiro de 2026, tive a oportunidade de finalmente colocar as mãos no aparelho. Após três meses de uso, trago aqui minha análise honesta e detalhada sobre a experiência com o console.



Começando pelos novos Joy-Con 2, é impossível não destacar o avanço significativo proporcionado pelo HD Rumble 2. A tecnologia realmente faz diferença: em jogos com chuva, como Resident Evil 9, é possível sentir cada gota de forma impressionante, criando uma imersão muito maior. Além disso, os controles estão maiores e mais confortáveis. A ergonomia melhorou bastante, encaixando-se perfeitamente nas mãos, ao contrário dos Joy-Con originais, que eram pequenos e, por vezes, desconfortáveis. Outro ponto extremamente positivo é a substituição dos trilhos por um sistema de encaixe magnético por indução, que se mostra mais durável e confiável, evitando problemas comuns do modelo anterior, como desgaste e desconexões — algo que enfrentei no Switch OLED. Em resumo, trata-se de um upgrade mais do que necessário.


Falando agora do console em si, as melhorias são evidentes em diversos aspectos. O suporte a HDR, resolução 4K no modo dock e a presença do Wi-Fi 6 elevam significativamente a experiência. A conexão está muito mais estável e rápida, podendo atingir velocidades entre 800 e 900 Mbps. O tempo de resposta do sistema também impressiona: abrir jogos está mais rápido, os carregamentos foram reduzidos e o desempenho geral está muito superior.


Nos jogos, o salto é ainda mais perceptível. Títulos exclusivos da Nintendo e parcerias já chegam com suporte a 4K e 60 FPS no modo dock, além de até 120 FPS em 1080p no modo portátil. Outro destaque é a retrocompatibilidade aprimorada: diversos jogos do primeiro Switch receberam melhorias visuais e de performance. Ainda assim, nem todos os títulos foram atualizados, especialmente alguns third-parties. Uma novidade interessante é a possibilidade de jogar no modo portátil com configurações equivalentes ao modo dock, embora isso aumente o consumo de bateria — um compromisso que, na minha opinião, vale a pena.


A Nintendo eShop também merece elogios. No Switch original, a loja era lenta e frequentemente frustrante de navegar. Já no Switch 2, a experiência é fluida, rápida e agradável, tornando até a simples navegação pelos jogos algo prazeroso. Sobre o Game Chat, infelizmente não tive a oportunidade de testar, já que não conheço outras pessoas com o console até o momento. No entanto, relatos indicam que a funcionalidade é bastante competente.


A conectividade é outro ponto forte. Com o Wi-Fi 6, jogar online tornou-se uma experiência muito mais estável. Utilizando conexão via cabo na dock, o desempenho é ainda melhor. Downloads são rápidos: jogos grandes podem ser baixados em menos de 30 minutos, enquanto títulos menores levam entre 10 e 15 minutos.



Em relação à mídia física, as mudanças são mais discretas, com destaque para a nova coloração vermelha dos cartuchos e melhorias na velocidade de leitura. Os chamados “Game Key Cards” geraram certa polêmica, mas, na prática, não representam uma mudança tão drástica em relação ao que já existia no Switch anterior. Ainda assim, podem ser um problema para quem possui internet limitada ou pouco espaço de armazenamento.


Falando dos jogos, mesmo com pouco tempo de mercado, o console já conta com títulos de peso. Donkey Kong Bananza entrega uma experiência comparável a Super Mario Odyssey, enquanto Mario Kart World é, sem dúvida, o melhor da franquia que já joguei. Além disso, temos a versão definitiva de Metroid Prime 4, bem como Kirby Air Riders e Pokópia, todos excelentes. O futuro também é promissor, com rumores de novos títulos como Star Fox, um possível remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time e um novo Mario 3D, além do suporte contínuo de jogos third-party.


No quesito armazenamento, o Switch 2 traz 256 GB de memória interna — um grande avanço em relação aos 64 GB do modelo anterior. Mesmo com jogos maiores, os tamanhos ainda são relativamente otimizados. Resident Evil 9, por exemplo, ocupa cerca de 27 GB até o momento. Ainda assim, para quem prefere jogos digitais, é altamente recomendável investir em um cartão microSD Express, já que essa nova tecnologia, apesar de mais rápida, ainda possui custo elevado e disponibilidade limitada. Para uso moderado, os 256 GB podem ser suficientes, mas usuários mais exigentes certamente precisarão de expansão.


Sobre a bateria, houve um aumento no consumo em comparação ao Switch OLED, o que é compreensível diante do salto de desempenho. Ainda assim, a autonomia tem sido satisfatória para meu uso. Para quem pretende jogar majoritariamente no modo portátil, pode ser interessante investir em um carregador portátil.



Aproveitando esta análise, também vale destacar uma rápida review do Pro Controller 2, que adquiri recentemente. Apesar de manter um design semelhante ao modelo anterior, ele traz melhorias importantes. O HD Rumble 2 novamente se destaca, oferecendo um nível de imersão comparável ao dos Joy-Con 2, permitindo sentir com precisão elementos como chuva, terrenos e impactos — algo perceptível em jogos como Donkey Kong Bananza e Resident Evil 9.



Outro diferencial são os novos botões traseiros extras (GL e GR), que se mostraram muito mais úteis do que eu imaginava. Em Resident Evil 9, por exemplo, configurei o GL para recarregar a arma e o GR para ativar a lanterna ou o isqueiro, o que tornou a jogabilidade muito mais fluida. Já em Donkey Kong Bananza, utilizei o GL para acessar rapidamente as estatísticas de upgrade e o GR para entrar no modo foto, facilitando bastante o uso dessas funções em comparação com os comandos padrão no direcional.


O controle também conta com a adição do botão de chat e melhorias na comunicação com o console. Um detalhe importante é que, diferente do Pro Controller original, o Pro Controller 2 permite ligar o Switch 2 diretamente, algo simples, mas extremamente conveniente no dia a dia. Além disso, temos uma entrada p2 para colocar um headset e utilizar nas jogatinas, mas lembrando que o Switch 2 aceita headset bluetooth assim como o primeiro Switch.


Em conclusão, o Nintendo Switch 2 tem sido uma das melhores aquisições que fiz nos últimos tempos. Não é um console perfeito e pode não agradar a todos, mas, para mim, atendeu plenamente às expectativas. Seus pontos positivos superam com folga os negativos, que, na prática, não impactaram minha experiência. Se fosse necessário dar uma nota, seria um sólido 10/10⭐

Recomendo a compra do console sem hesitar.

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