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The Duskbloods — Análise do teste aberto

Foto do escritor: Universo Big N
Universo Big N
23 de ago.
5 min de leitura

Finalmente consegui jogar The Duskbloods, o exclusivo de Nintendo Switch 2 desenvolvido pela FromSoftware, estúdio responsável por jogos como Sekiro: Shadows Die Twice, Elden Ring, Dark Souls e outros grandes sucessos.

O teste aberto selecionou algumas pessoas e, para minha sorte, fui um dos escolhidos. Consegui jogar durante uma hora no domingo — infelizmente, não tive a oportunidade de participar na sexta ou no sábado. Sendo assim, esta é uma breve análise baseada na minha experiência durante o teste.


Gráficos e desempenho

Começando pelos gráficos e pelo desempenho, The Duskbloods apresenta visuais muito bonitos e uma ótima taxa de quadros.

Em diversos momentos, tive a sensação de estar jogando a 60 FPS de maneira bastante consistente. Sim, existem algumas situações em que parecem ocorrer pequenas quedas de quadros, mas nada que tenha chegado a incomodar durante minha experiência.

Outro ponto que ajuda bastante é o suporte ao VRR do Nintendo Switch 2, que contribui para tornar a experiência mais fluida e amenizar a percepção dessas oscilações.

No geral, além de ser um jogo visualmente muito bonito, com bastante atenção aos detalhes, The Duskbloods apresenta uma ótima performance e deve agradar até mesmo aos jogadores mais exigentes nesse aspecto.


Gameplay

Agora vamos à gameplay. Preciso ser honesto: não sou um jogador assíduo de soulslikes. Os jogos do gênero que mais joguei foram Wo Long: Fallen Dynasty — e ainda tenho minhas dúvidas se ele pode realmente ser classificado como um soulslike — e Sekiro, que certamente possui várias características do gênero.

Portanto, não me considero um especialista no assunto.

Apesar de o jogo explicar suas mecânicas e funções de maneira relativamente clara, no começo fiquei um pouco perdido com a quantidade de elementos que precisamos aprender. São diversos comandos, habilidades e recursos que podem ser utilizados durante as partidas, e é necessário algum tempo para se acostumar com tudo.

Um dos pontos que mais me chamou a atenção, principalmente para alguém que não é tão bom nesse gênero quanto eu, é a possibilidade de contar com aliados. É possível se unir a outros jogadores para enfrentar inimigos e também conseguir alguns NPCs aliados durante a partida, algo que pode ajudar bastante durante a progressão.

O jogo é fortemente focado no PvP, mas, ao mesmo tempo, coloca o jogador para enfrentar diversos inimigos controlados pela inteligência artificial ao longo das partidas.

Para quem não gosta de jogos online ou simplesmente não gosta de soulslikes, talvez The Duskbloods não desperte nenhum interesse. Da mesma forma, quem gosta do gênero, mas prefere jogar completamente sozinho e não quer enfrentar outros jogadores, pode acabar não encontrando aqui a experiência que procura.

Mesmo assim, apesar de não ser um grande jogador de soulslikes, a proposta me agradou bastante.



Personagens

Outro aspecto que gostei foi a jogabilidade dos personagens. Durante o teste, tive a oportunidade de experimentar apenas dois: Albert e Trang Lanh.

Albert utiliza duas armas: uma espada e uma espécie de metralhadora com munição ilimitada. Ele é excelente para quem gosta de alternar entre combate de curta e longa distância. Além disso, também possui um ataque baseado em rajadas de sangue que causa bastante dano.

Foi o personagem com o qual me adaptei mais rapidamente, e jogar com ele foi bastante agradável.

Já Trang Lanh utiliza duas lâminas, que podem ser arremessadas contra os inimigos ou utilizadas em ataques de curta distância. Ela é uma personagem bastante ágil e também muito divertida de controlar.

Ainda assim, senti que me adaptei melhor ao Albert, provavelmente porque passei mais tempo jogando com ele. Porém, os dois personagens deixaram uma ótima impressão.

Também existe uma boa variedade de inimigos: alguns são mais fortes, outros mais rápidos, alguns são lentos e outros possuem um tamanho considerável. No geral, quem já está acostumado com soulslikes provavelmente conseguirá lidar com eles sem grandes dificuldades.

Para quem não tem tanta experiência com o gênero, acredito que seja principalmente uma questão de adaptação.

No fim das contas, a combinação entre combate, aliados, NPCs e confrontos contra outros jogadores me surpreendeu positivamente. Gostei bastante da proposta e acredito que o jogo pode ficar ainda mais interessante quando jogado com amigos.

E, mesmo para quem pretende jogar sozinho, acredito que ainda existe bastante coisa para aproveitar.


Trilha sonora

A trilha sonora, como já era de se esperar de um jogo da FromSoftware, é um espetáculo à parte.

Temos músicas orquestradas com instrumentos como órgão, violino e piano, além de elementos de ópera que combinam muito bem com a atmosfera do jogo.

Novamente, a FromSoftware demonstra que sabe trabalhar muito bem a parte musical de suas produções.


História

Sobre a história, o teste não revelou praticamente nada.

Por esse motivo, prefiro não comentar muito sobre esse aspecto. O pouco que foi apresentado não é suficiente para fazer uma análise realmente justa da narrativa, então será necessário esperar por mais informações e, principalmente, pelo lançamento completo.



Vale a pena?

No geral, The Duskbloods é claramente um jogo de nicho, mas acredito que ele tenha potencial para alcançar também jogadores que normalmente não fazem parte desse público.

Minha experiência foi bastante positiva. O jogo me agradou a ponto de me fazer considerar a compra, mesmo eu não sendo exatamente o público-alvo desse tipo de produção.

Ainda assim, pretendo adquiri-lo somente em uma promoção, principalmente porque existem vários outros jogos na minha lista que terão prioridade.

Mas sim: pelo que pude experimentar, The Duskbloods parece estar seguindo o alto padrão de qualidade da FromSoftware.

Se você não gosta da ideia de um jogo focado no online, não há nenhum problema. A própria FromSoftware possui diversos outros títulos que podem atender melhor ao seu perfil, ou então pode ser interessante aguardar o próximo projeto do estúdio.

Agora, se você gosta do gênero e ficou interessado em The Duskbloods, acredito que pode valer a pena apostar no jogo. Para quem ainda está em dúvida, minha recomendação seria esperar uma promoção e, então, decidir pela compra. Já para quem é fã do gênero e gostou da proposta, provavelmente vale a pena acompanhar o lançamento.


Preço e nota

Como o jogo ainda não foi lançado, ainda não temos um preço oficial.

Acredito, particularmente, que ele possa custar no máximo US$ 70, seguindo o padrão de preço de US$ 70 adotado atualmente por muitos grandes lançamentos. No Brasil, isso poderia representar algo próximo da faixa dos R$ 350, dependendo da política de preços da Nintendo e das condições do mercado.

Mas reforço: isso é apenas um palpite meu. O preço pode ser menor, especialmente considerando que se trata de um jogo focado no multiplayer.


Nota: 8,5/10

Minha nota para The Duskbloods é 8,5.

Primeiro, porque não sou um grande fã do gênero. Segundo, porque o jogo será bastante focado na experiência online.

Não me entendam mal: eu gosto de jogos online e até jogo alguns títulos desse tipo. Porém, durante minha experiência com The Duskbloods, fiquei pensando que seria interessante existir também um modo história mais tradicional, além da experiência online.

Posso estar enganado, e ainda não temos informações suficientes para afirmar exatamente como será a versão final. Inclusive, fiquei com a impressão de que pode existir algum tipo de experiência narrativa além do multiplayer, mas teremos que aguardar para descobrir.

De qualquer forma, essa foi minha breve análise de The Duskbloods com base no teste aberto.

Espero que esta análise tenha ajudado a entender um pouco melhor como está o jogo e se ele pode ser interessante para você.

Até a próxima.

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